Reflexões Leigas sobre a Lição 8 da Escola Sabatina

Sábado 20/11/2004

 

O JUÍZO PRÉ-ADVENTO – DANIEL 7 (Continuação)

 

 

A lição desta semana é uma continuação da lição anterior onde começamos o estudo do capítulo 7. O autor da lição foi muito sábio em dividir o estudo deste capítulo em duas partes, reservando uma semana inteira para o tema do juízo, devido a sua suprema importância para a correta compreensão do Plano da Salvação no contexto do grande conflito, e por ser este tema uma característica distintiva no corpo doutrinário dos Adventistas do Sétimo Dia.

 

Daniel em sua visão noturna havia visto quatro animais que se sucediam um após o outro, sendo que do último animal, denominado como terrível e espantoso, surgiu um insolente chifre pequeno que além de proferir palavras contra o Altíssimo, destruía os santos do Altíssimo. Daniel ficou intrigado com a arrogância e petulância deste poder, pois não podia se conformar com o fato dele prosperar afrontando o Deus Eterno e até vencer os santos. O mal venceria o bem? Como poderia ser isto?

 

Foi neste contexto que lhe foi introduzida as cenas relatadas nos versos 9 e 10:

 

Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um Ancião de Dias se assentou; a sua veste era branca como a neve, e o cabelo da sua cabeça como a pura lã; e seu trono era de chamas de fogo, e as suas rodas de fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões assistiam diante dele; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros.

 

Negritei algumas palavras chaves no texto acima para podermos comentá-las separadamente:

 

Continuei: No verso 9 a expressão “continuei olhando” indica que Daniel estava em sua visão vendo o Chifre se engrandecendo e agindo, quando na seqüência sua atenção é desviada para uma cena de um Tribunal Celestial onde estão presentes as duas maiores autoridades do universo: o Ancião de Dias (Deus, o Pai) e o Filho do homem (Jesus, o Filho unigênito de Deus). Participam também deste Tribunal milhares e milhões de anjos, de forma que está muito evidente que esta cena se passa no Céu e não na Terra.

 

Tronos: A palavra está no plural indicando que foram colocados pelo mais de um trono. Quantos tronos foram colocados? O texto não diz, porém quando comparamos este texto com as visões que outros profetas bíblicos tiveram do trono de Deus, ampliamos nossa compreensão de alguns detalhes. Veja por exemplo a visão que teve o profeta Isaías relatada em Isaías 6:1-4:

 

No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séqüito enchia o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam. E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. E os umbrais das portas se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça.

 

Agora compare com a visão mais rica em detalhes que teve o profeta Ezequiel (contemporâneo de Daniel, igualmente exilado para a terra dos caldeus) relatada em Ezequiel 1:

 

E aconteceu no trigésimo ano, no quarto mês, no quinto dia do mês, que estando eu no meio dos cativos, junto ao rio Quebar, se abriram os céus, e eu tive visões de Deus. No quinto dia do mês, no quinto ano do cativeiro do rei Jeoiaquim, veio expressamente a palavra do SENHOR a Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote, na terra dos caldeus, junto ao rio Quebar, e ali esteve sobre ele a mão do SENHOR. Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo revolvendo-se nela, e um resplendor ao redor, e no meio dela havia uma coisa, como de cor de âmbar, que saía do meio do fogo. E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem. E cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas. E os seus pés eram pés direitos; e as plantas dos seus pés como a planta do pé de uma bezerra, e luziam como a cor de cobre polido. E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e assim todos quatro tinham seus rostos e suas asas. Uniam-se as suas asas uma à outra; não se viravam quando andavam, e cada qual andava continuamente em frente. E a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e do lado direito todos os quatro tinham rosto de leão, e do lado esquerdo todos os quatro tinham rosto de boi; e também tinham rosto de águia todos os quatro. Assim eram os seus rostos. As suas asas estavam estendidas por cima; cada qual tinha duas asas juntas uma a outra, e duas cobriam os corpos deles. E cada qual andava para adiante de si; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam. E, quanto à semelhança dos seres viventes, o seu aspecto era como ardentes brasas de fogo, com uma aparência de lâmpadas; o fogo subia e descia por entre os seres viventes, e o fogo resplandecia, e do fogo saíam relâmpagos; E os seres viventes corriam, e voltavam, à semelhança de um clarão de relâmpago. E vi os seres viventes; e eis que havia uma roda sobre a terra junto aos seres viventes, uma para cada um dos quatro rostos. O aspecto das rodas, e a obra delas, era como a cor de berilo; e as quatro tinham uma mesma semelhança; e o seu aspecto, e a sua obra, era como se estivera uma roda no meio de outra roda. Andando elas, andavam pelos seus quatro lados ; não se viravam quando andavam. E os seus aros eram tão altos, que faziam medo; e estas quatro tinham as suas cambotas cheias de olhos ao redor. E, andando os seres viventes, andavam as rodas ao lado deles; e, elevando-se os seres viventes da terra, elevavam-se também as rodas. Para onde o espírito queria ir, eles iam; para onde o espírito tinha de ir; e as rodas se elevavam defronte deles, porque o espírito do ser vivente estava nas rodas. Andando eles, andavam elas e, parando eles, paravam elas e, elevando-se eles da terra, elevavam-se também as rodas defronte deles; porque o espírito do ser vivente estava nas rodas. E sobre as cabeças dos seres viventes havia uma semelhança de firmamento, com a aparência de cristal terrível, estendido por cima, sobre as suas cabeças. E debaixo do firmamento estavam as suas asas direitas uma em direção à outra; cada um tinha duas, que lhe cobriam o corpo de um lado; e cada um tinha outras duas asas, que os cobriam do outro lado. E, andando eles, ouvi o ruído das suas asas, como o ruído de muitas águas, como a voz do Onipotente, um tumulto como o estrépito de um exército; parando eles, abaixavam as suas asas. E ouviu-se uma voz vinda do firmamento, que estava por cima das suas cabeças; parando eles, abaixavam as suas asas. E por cima do firmamento, que estava por cima das suas cabeças, havia algo semelhante a um trono que parecia de pedra de safira; e sobre esta espécie de trono havia uma figura semelhante à de um homem, na parte de cima, sobre ele. E vi-a como a cor de âmbar, como a aparência do fogo pelo interior dele ao redor, desde o aspecto dos seus lombos, e daí para cima; e, desde o aspecto dos seus lombos e daí para baixo, vi como a semelhança de fogo, e um resplendor ao redor dele. Como o aspecto do arco que aparece na nuvem no dia da chuva, assim era o aspecto do resplendor em redor. Este era o aspecto da semelhança da glória do SENHOR; e, vendo isto, caí sobre o meu rosto, e ouvi a voz de quem falava.

 

Outro profeta, porém agora do Novo Testamento, que teve a mesma sublime visão do trono de Deus foi o apóstolo João, que assim a relatou em Apocalipse 4:

 

Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz que, como de trombeta, ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. E logo fui arrebatado no Espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono. E o que estava assentado era, na aparência, semelhante à pedra jaspe e sardônica; e o arco celeste estava ao redor do trono, e parecia semelhante à esmeralda. E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos; e vi assentados sobre os tronos vinte e quatro anciãos vestidos de vestes brancas; e tinham sobre suas cabeças coroas de ouro. E do trono saíam relâmpagos, e trovões, e vozes; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus. E havia diante do trono como que um mar de vidro, semelhante ao cristal. E no meio do trono, e ao redor do trono, quatro animais cheios de olhos, por diante e por detrás. E o primeiro animal era semelhante a um leão, e o segundo animal semelhante a um bezerro, e tinha o terceiro animal o rosto como de homem, e o quarto animal era semelhante a uma águia voando. E os quatro animais tinham, cada um de per si, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir. E, quando os animais davam glória, e honra, e ações de graças ao que estava assentado sobre o trono, ao que vive para todo o sempre, Os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono, e adoravam o que vive para todo o sempre; e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo: Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.

 

Esta última descrição é particularmente interessante por mencionar outros tronos (os dos 24 anciãos) além do trono do Altíssimo visto e relatado pelos outros dois profetas (Isaías e Ezequiel).

 

Ancião de Dias: Quem é o Ancião de Dias? Por aquilo que os profetas Isaías, Ezequiel e João relataram de suas visões, parece não haver qualquer dúvida de que o Ancião de Dias é o Deus Eterno, o Altíssimo, denominado também como Deus o Pai. Ellen White confirma:

 

“Eu continuei olhando’, diz o profeta Daniel, ‘até que foram postos uns tronos, e um Ancião de Dias Se assentou: (...)’. Assim foi apresentado à visão do profeta o grande e solene dia em que o caráter e vida dos homens passariam em revista perante o Juiz de toda a Terra, e cada homem seria recompensado ‘segundo as suas obras’. O Ancião de Dias é Deus, o Pai. Diz o salmista: ‘Antes que os montes nascessem, ou que Tu formasses a Terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, Tu és Deus’. Salmo 90:2. É Ele, fonte de todo ser e de toda lei, que deve presidir o juízo.” O Conflito dos Séculos. Santo André: Casa Publicadora Brasileira, 1978, p. 479 (Ênfase acrescentada).

 

Assentou, Veste, Cabelo: Estas palavras nos revelam que apesar do Deus Eterno ser Espírito (II Cor. 3:17), Ele possui uma forma distinta. Quero destacar este particular pelo fato de ultimamente os doutores em divindade, na ânsia por provar que o Espírito Santo é um ser pessoal e é Deus, estarem sugerindo idéias um tanto estranhas. Um exemplo disto foi a entrevista que a Revista Adventista (julho 2004) fez com o Dr.José Carlos Ramos (doutor em divindade pela Andrews University e professor de teologia no UNASP campus 2), onde encontramos o seguinte (pág.6):

 

RA: Significa isso que o Espírito Santo, para ser uma entidade pessoal, possui um corpo?

José Carlos Ramos: Não necessariamente, pois o corpo não é imprescindível à personalidade. Deus Pai é um ser pessoal. Tem Ele corpo?

 

Caso queira ler a entrevista toda das próprias páginas da Revista Adventista, clique no link a seguir: www.adventistas.ws/RAjulho1c.htm (página lenta).

 

Está bem claro que sua intenção é sugerir que o Espírito Santo não precisa ter um corpo para ser considerado um ser pessoal, pois segundo sua explicação, “o corpo não é imprescindível à personalidade”. Acontece que a comprovação que faz de sua estranha tese, usando Deus o Pai como exemplo, é “furada”, pois de acordo com a Bíblia, Deus o Pai possui um corpo. Caso contrário, expressões como assentar, veste e cabelo ficariam sem sentido. Seria o caso do Dr.José Carlos Ramos explicar estas expressões como simbólicas? Ou dizer que são maneiras humanas de descrever o indescritível? Não duvidaria se ele usasse destes subterfúgios, pois esta tem sido a grande sacada dos doutores em divindade ultimamente; eles ensinam: Filho não quer dizer filho, isto é apenas simbólico, uma figura de linguagem para falar de Cristo dentro do contexto do plano da salvação. E por aí vai... Só que onde está o claro e irrefutável “assim diz o Senhor” para estas explicações? Com esta forma de pensar, não me admiraria se a literalidade do sábado como o dia do Senhor fosse em muito breve desafiada.

 

Com respeito a forma física de Deus o Pai, o próprio livro A Trindade (C.P.B.) apresenta de forma bem compreensível:

 

“Duas vezes, nas primeiras visões de Jesus, Ellen White perguntou-lhe acerca da ‘forma’ e da ‘pessoa’ de Deus. Numa das primeiras visões, ela viu ‘um trono, e assentados nele estavam o Pai e o Filho.’ Ela descreve: ‘Contemplei o semblante de Jesus e admirei Sua adorável pessoa. Não pude contemplar a pessoa do Pai, pois uma nuvem de gloriosa luz O cobria. Perguntei a Jesus se Seu Pai tinha a mesma aparência que Ele. Jesus disse que sim, mas eu não podia contemplá-Lo, pois disse:’Se uma vez contemplares a glória de Sua pessoa, deixarás de existir.’” Citado no livro “A Trindade” pág. 234.

 

“Por volta de 1850, ela relatou: ‘Tenho visto muitas vezes o amorável Jesus, que é uma pessoa. Perguntei-lhe se Seu Pai era uma pessoa e tinha a mesma forma que Ele. Disse Jesus: Eu sou a expressa imagem da pessoa de Meu Pai.’” Citado no livro “A Trindade” pág. 235.

 

A Igreja Adventista do Sétimo Dia deveria ser conhecida como o “povo da Bíblia”, e não o “povo dos doutores em divindade”. Tem muito bom adventista acomodado com certos “dogmas” só porque eles são defendidos por homens com títulos acadêmicos de grande destaque. A própria igreja, através de sua liderança, tem continuamente reforçado este erro de confiar em homens falíveis, apresentando-os como a palavra final em certas questões, ao invés de direcionar o povo para a Bíblia fazendo-os pesquisar por si mesmos em busca da verdade. Não nos esqueçamos que confiar em “doutores da lei” foi o erro que levou os judeus a negarem a Jesus como o Messias, crucificando-o como um criminoso.

 

Por outro lado, os doutores da IASD quando apoiam-se na Bíblia como a única regra infalível de fé e de prática são eloqüentes instrumentos nas mãos de Deus para a apresentação da verdade. Vejam por exemplo este sincero reconhecimento feito pelo próprio Dr.José Carlos Ramos:

 

“O termo Trindade foi usado pela primeira vez por Teófilo de Antioquia no II século. A doutrina da Trindade é uma inferência com base bíblica” declarado em “Santíssima Trindade” (estudo não duplicado, Instituto Adventista de Ensino - Campus Central, 1996), 1.

 

Inferência de acordo com o dicionário é uma dedução. É bem diferente eu afirmar que a Trindade possui base bíblica, do que afirmar que a Trindade é uma dedução que alguns chegam com base na interpretação que fazem da Bíblia. Está claro que se para a Trindade fosse ensinada abertamente na Bíblia, ele jamais teria afirmado isto.

 

Rodas de fogo ardente: Esta palavra nos reporta para a descrição que Ezequiel fez do Trono de Deus no capítulo 1.

 

Rio de fogo que manava e saía de diante dEle: Um rio que sai do Trono de Deus também é mencionado em Apocalipse 22:1:

 

“E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.”

 

Milhares de milhares ... milhões de milhões: Na visão que João teve do Trono de Deus, relatada em Apocalipse 5:11, é mencionada a mesma quantidade de seres celestiais:

 

“E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares”

 

Assentou-se o juízo: Apresenta-se aqui de forma inquestionável a indicação de que está começando um juízo, ou um julgamento no céu. Compare os textos nas cinco partes do capítulo 7 onde este tema é apresentado:

 

Texto Bíblico

Ponto Central

Daniel 7:9-10

Assentou-se o Tribunal

Daniel 7:13-14

O Filho do homem recebe o Reino Eterno

Daniel 7:18

Os Santos do Altíssimo receberão o Reino

Daniel 7:22

Foi dado o juízo aos Santos do Altíssimo

Daniel 7:26-27

O tribunal se assentará em juízo para:

Tirar o domínio do Chifre Pequeno

Entregar ao povo santo o Reino Eterno

 

Na comparação entre os textos acima podemos ter um quadro ampliado do que consiste este julgamento realizado no Tribunal Celestial:

 

1) Daniel 7:9-10: O Ancião de Dias assenta-se em juízo dando a entender que um Tribunal é estabelecido e inicia-se um processo de julgamento nas cortes celestiais. A maneira como foi mostrado em visão para Daniel os tronos sendo colocados, sugere uma arrumação no céu com a finalidade de prepará-lo para algo novo prestes a começar. Com isto percebemos a preocupação do Senhor em fazer com que entendêssemos que estava iniciando um processo de julgamento no céu, ou seja, uma nova fase de atividades nas cortes celestiais estava começando.

 

2) Daniel 7:13-14: Perante este tribunal comparece o Filho do homem perante o Ancião de Dias para receber o domínio, a honra e o reino eterno, bem como a adoração de todos os seres viventes. A expressão Filho do homem direciona-nos a Gênesis 3:15 onde encontramos a promessa de que o “descendente” (o filho) da mulher (símbolo da humanidade) viria para enfrentar a serpente e salvar a humanidade de suas presas mortais. Em outras palavras, a primeira promessa de um Messias (Gên.3:15) fala que a salvação da raça humana viria através do descente da mulher, ou seja, do Filho do homem enviado por Deus. Que este título era reconhecido como um título messiânico por parte dos judeus, está evidente na reação que tiveram quando Jesus o aplicou de forma bem específica a Si mesmo (de certa forma sua declaração aqui nos faz lembrar de Dan.7:13-14):

 

Jesus, porém, guardava silêncio. E, insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Disse-lhe Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Todo-Poderoso, e vindo sobre as nuvens do céu. Então o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes agora a sua blasfêmia.” Mateus 26:64-65

 

O texto acima mostra claramente que as expressões Filho de Deus e Filho do homem identificam igualmente o Messias (o Cristo) prometido. A expressão Filho de Davi, que também era usada no sentido messiânico, tinha uma conotação mais de líder conquistador e vitorioso, porém ela foi deturpada pelo conceito errôneo que os judeus passaram a ter do Messias (conquistador político). Por este motivo Jesus sempre preferiu referir-se a si próprio como o Filho do homem (65 vezes).

 

Este tribunal conferirá a Jesus o direito de receber toda a autoridade que o Pai deseja-lhe conferir. Os capítulos 4 e 5 de Apocalipse ampliam este quadro de forma bem detalhada. Como acima já transcrevemos o capítulo 4, leia agora o capítulo 5 e veja como se complementam e encaixa-se perfeitamente nas cenas do Tribunal Celestial de Daniel 7:

 

E vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos. E vi um anjo forte, bradando com grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus selos? E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele. E eu chorava muito, porque ninguém fora achado digno de abrir o livro, nem de o ler, nem de olhar para ele. E disse-me um dos anciãos: Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos. E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra. E veio, e tomou o livro da destra do que estava assentado no trono. E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra. E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares, que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças. E ouvi toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre. E os quatro animais diziam: Amém. E os vinte e quatro anciãos prostraram-se, e adoraram ao que vive para todo o sempre.

 

O contexto do Grande Conflito entre o bem e o mal (entre Cristo e Satanás) ajuda-nos a entender o porque da necessidade de um julgamento onde Ancião de Dias confere na presença de todas suas criaturas o direito de conceder ao seu Filho unigênito toda a autoridade. Tudo começou quando Lúcifer, aquele que abaixo de Cristo era o ser de maior autoridade no céu, teve inveja do Filho de Deus, desejando possuir todo o poder e autoridade que o Deus Eterno lhe havia conferido desde os tempos eternos. A autoridade de Cristo foi colocada em cheque perante todos os anjos e demais seres criados, pois Lúcifer alegava injustiça por parte de Deus em não permitir que ele desfrutasse do mesmo status e poder. Lúcifer queria ser o terceiro ser a desfrutar da autoridade e poder que só Deus o Pai e Seu Filho unigênito desfrutavam. Lúcifer estava propondo perante os anjos e todos as demais criaturas a existência de uma Trindade formada por Deus o Pai, Seu Filho unigênito e ele próprio. Por que não poderia ser assim? Ele já não era o terceiro em autoridade e poder no céu? Por qual razão então ele não poderia penetrar inteiramente nos propósitos de Deus e partilhar do trono do Pai assim como Cristo? Leia abaixo alguns textos de Ellen White sobre este assunto:

 

O Rei do Universo convocou os exércitos celestiais perante Ele, para, em sua presença, apresentar a verdadeira posição de Seu Filho, e mostrar a relação que Este mantinha para com todos os seres criados. O Filho de Deus partilhava do trono do Pai, e a glória do Ser eterno, existente por Si mesmo, rodeava a ambos. Em redor do trono reuniam-se os santos anjos, em uma multidão vasta, inumerável – ‘milhões de milhões, e milhares de milhares’ (Apoc. 5:11), estando os mais exaltados anjos, como ministros e súditos, a regozijar-se na luz que, da presença da Divindade, caía sobre eles. Perante os habitantes do Céu, reunidos, o Rei declarou que ninguém, a não ser Cristo, o Unigênito de Deus, poderia penetrar inteiramente em Seus propósitos, e a Ele foi confiado executar os poderosos conselhos de Sua vontade. O Filho de Deus executara a vontade do Pai na criação de todos os exércitos do Céu; e a Ele, bem como a Deus, eram devidas as homenagens e fidelidade daqueles. Cristo ia ainda exercer o poder divino na criação da Terra e de seus habitantes. Em tudo isto, porém, não procuraria poder ou exaltação para Si mesmo, contrários ao plano de Deus, mas exaltaria a glória do Pai, e executaria Seus propósitos de beneficência e amor.”   Patriarcas e Profetas, pág. 36

 

“Muitos dos simpatizantes de Satanás ficaram inclinados a atender ao conselho dos anjos leais, para se arrependerem de sua insatisfação e readquirirem a confiança do Pai e de Seu Filho amado. O grande revoltoso declarou então que estava familiarizado com a lei de Deus, e se ele se submetesse em obediência servil, sua honra lhe seria tirada. Não mais receberia o encargo de sua exaltada missão. Disse-lhes que tanto ele quanto os outros haviam ido longe demais para agora voltar, e que ele suportaria as conseqüências; que jamais se curvaria diante do Filho de Deus em adoração servil; que Deus não perdoaria, e que agora teriam de assegurar a liberdade deles e obter pela força a posição e autoridade que não se lhes havia sido concedida voluntariamente.” The Spirit of Prophecy, vol. 1, págs. 20 e 21

 

“Os anjos uniram-se a Adão e Eva em santos acordes de harmoniosa música, e enquanto seus cânticos ressoavam cheios de alegria pelo Éden, Satanás ouviu o som destas melodias de adoração ao Pai e ao Filho. Ouvindo-as, sua inveja, ódio e malignidade aumentaram...” The Spirit of Prophecy, vol. 1, págs. 34 e 35

 

“Não é aos homens que devemos exaltar e adorar; é a Deus, o único Deus verdadeiro e vivo, a quem são devidos nosso culto e reverência. ... Unicamente o Pai e o Filho devem ser exaltados.”   The Youth's Instructor, 7 de julho de 1898. -- Filhos e Filhas de Deus, MM 1956, 21 de fevereiro, pág. 58

 

O pecado originou-se com aquele que, abaixo de Cristo, fora o mais honrado por Deus, e o mais elevado em poder e glória entre os habitantes do Céu”. O Grande Conflito, 36ª ed. Tatuí – SP, CPB, 1988. p. 493

 

“... Cobiçando a honra que o infinito Pai conferira a Seu Filho, este príncipe dos anjos aspirou ao poder de que era prerrogativa de Cristo, unicamente, fazer uso”. O Grande Conflito. 33ª ed. 1987. p. 497

 

 “... A exaltação do Filho de Deus à igualdade com o Pai, foi representada como sendo uma injustiça a Lúcifer, o qual, pretendia-se tinha também direito à reverência e à honra. ... Não tinha havido mudança alguma na posição ou autoridade de Cristo. A inveja e falsa representação de Lúcifer, bem como sua pretensão à igualdade com Cristo, tornaram necessária uma declaração a respeito da verdadeira posição do Filho de Deus; mas esta havia sido a mesma desde o princípio. Muitos dos anjos, contudo, ficaram cegos pelos enganos de Lúcifer ... Anjos que eram fiéis e verdadeiros sustentavam a sabedoria e justiça do decreto divino, e se esforçavam por reconciliar este desafeto com a vontade de Deus. Cristo era o Filho de Deus; tinha sido um com Ele antes que os anjos fossem chamados à existência. ...”. Patriarcas e Profetas. 12ª ed. 1991. pp. 18-19

 

Lúcifer no Céu, antes de sua rebelião foi um elevado e exaltado anjo, o primeiro em honra depois do amado Filho de Deus. ... O grande Criador convocou as hostes celestiais, para na presença de todos os anjos conferir honra especial a Seu Filho. O Filho estava assentado no trono com o Pai, e a multidão celestial de santos anjos reunida ao redor dEles. O Pai então fez saber que por Sua própria decisão Cristo, Seu Filho, devia ser considerado igual a Ele, assim que em qualquer lugar que estivesse presente Seu Filho, isto valeria pela Sua própria presença. A palavra do Filho devia ser obedecida tão prontamente como a palavra do Pai. Seu Filho foi por Ele investido com autoridade para comandar as hostes celestiais. ... Muitos dos simpatizantes de Lúcifer estavam inclinados a ouvir o conselho dos anjos leais e se arrependeram de sua insatisfação, e de novo receberam a confiança do Pai e Seu amado Filho. ...”. História da Redenção. 3ª ed. 1981. pp. 13 e 16.

 

Entenderam onde começou este assunto de Trindade? A Trindade não foi criação da Igreja Católica, mas sim um legado que eles receberam por inspiração do grande rebelde, Lúcifer, conhecido também como Satanás ou diabo. E o pior de tudo que a atual IASD embarcou neste erro, negando suas origens, contrariando os pioneiros, e desvirtuando toda a preciosa luz da verdade do grande conflito entre o bem e o mal, entre Cristo e Satanás, especialmente revelada por Deus para o povo remanescente.

 

Não faz sentido o Filho do homem recebendo o domínio, a honra e o reino caso Ele já pertencesse a uma Trindade e fosse co-eterno assim como Deus o Pai é. Não faz sentido Satanás almejando o lugar de Cristo caso estivesse bem definido na mente de todos os seres celestiais que Cristo fazia parte de uma trindade co-eterna sendo exatamente igual a Deus o Pai e Deus Espírito Santo. Por que Lúcifer não quis o lugar do Espírito Santo? Por que teve que lançar dúvidas quanto ao governo de Deus em relação ao Seu decreto de conferir ao Filho unigênito a mesma autoridade e poder que Ele possuía? Por que alegou diante dos anjos que Deus estava sendo injusto para com ele? Por favor amigos e irmãos que crêem na trindade me respondam estas questões. Como posso crer numa doutrina que confunde minha compreensão de todo o tema do grande conflito revelado na Bíblia e nos escritos de Ellen White? Como posso crer que os pioneiros estavam errados e os doutores em divindade corretos se a trindade desvirtua completamente o grande conflito e o plano da redenção?

 

Quero aqui fazer um desabafo (acho que nunca falei disto com ninguém). Quando eu era mais jovem, comecei a ler e estudar a Bíblia com grande interesse. A primeira percepção que tive foi de que Deus era verdadeiramente (não só de mentirinha) o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, e que este desfrutava, pela vontade do Pai, da mesma autoridade que Ele. Para mim estava bem claro que Jesus era Deus por ser verdadeiramente Filho de Deus (Já dizia o ditado: filho de peixe, peixinho é), mas era evidente que o Pai era superior ao Filho, pois recebera dEle toda a autoridade e poder.

 

Quanto ao Espírito Santo, eu o entendia como o poder do Pai e do Filho em operação no universo. Por volta dos anos 80 comecei a entender que minhas conclusões não batiam com aquilo que minha igreja acreditava, pois começaram a dizer que existia uma trindade e que o Espírito Santo era o terceiro componente dela. Fiquei bastante confuso, mas mantive em segredo meu entendimento. Foi quando comecei a freqüentar os bancos do teológico que “a casa caiu”.

 

Eu observei que todos meus professores, homens respeitáveis e de grande entendimento (mestres e doutores), criam e ensinavam a trindade. Pensei: “Quem sou eu para querer manter minhas idéias sobre Deus e Jesus, quando homens que estudaram e entendem muito mais do que eu, estão crendo e ensinando diferente? Eles estão certos e eu errado!”. Vejam vocês, eu tinha sido convencido pela Bíblia quanto ao que cria, mas quando me defrontei com homens mais graduados concluí que havia me equivocado em meus estudos. Até então eu não sabia que os pioneiros da minha igreja criam e ensinavam exatamente como eu quando estudei a Bíblia pela primeira vez.

 

Comecei a crer na trindade e pregá-la, mas confesso que meu principal argumento era: “Irmãos não procurem entender a trindade, pois não podemos entender a um Deus infinito sendo seres finitos. Creiam pela fé que isto é a verdade e pronto! Não questionem porque isto demonstrará incredulidade, falta de fé, e tudo que não provem da fé é pecado”. Acho que vocês podem imaginar o alívio que senti quando, devido às pesquisas de nosso irmão Ennis Meier, ficou esclarecido que nossos pioneiros nunca creram na trindade, e que portanto eu não tinha motivos para mudar minha compreensão da Bíblia só porque alguns homens “importantes” estavam crendo e ensinando diferente.

 

É claro que o processo não foi tão rápido assim. Deus teve muita paciência comigo, pois relutei contra abandonar minha crença no dogma da trindade. Mas no final de tudo, pela graça de Deus a verdade prevaleceu. Hoje, embora muito convicto daquilo que creio e sabendo dar a razão da minha fé fundamentado nas Escrituras Sagradas e na história de nosso movimento, estou sempre aberto para diálogos e nova luz, desde que esta se fundamente sempre num claro e irrefutável “Assim diz o Senhor”. Não quero, por uma atitude de intolerância, fechar a questão indisponibilizando-me de continuar crescendo no conhecimento da verdade. “A verdade não teme investigação”.

 

Bem, mas vamos voltar ao assunto específico do Tribunal Celestial em Daniel 7.

 

3) Daniel 7:18: Quando o Filho do homem recebe o reino Ele o compartilha com todos os santos do Altíssimo. Aqui está um outro propósito deste tribunal celestial, o de fazer com que todos aqueles que foram salvos única e exclusivamente pelos méritos do Filho de Deus (e Filho do homem) pudessem receber como herança o reino eterno. Com a autoridade do Filho do homem vindicada perante todo o universo, Jesus pode outorgar a todos aqueles que confiaram nEle o reino eterno que já lhe pertencia desde os tempos eternos por decreto do Altíssimo. Lúcifer não pode mais sustentar seus argumentos contra Deus e Seu Filho, pois todo o universo reconhece que Deus procedeu com absoluta justiça, imparcialidade e grande amor durante todos os episódios da grande controvérsia. Este reconhecimento foi estabelecido justamente durante o Tribunal Celestial.

 

4) Daniel 7:22: Este verso na tradução N.I.V. (New International Version) aparece da seguinte maneira: “O Ancião de Dias pronunciará um juízo em favor dos santos do Altíssimo”. Esta é uma outra lição vital que podemos extrair de Daniel 7 quanto ao julgamento realizado no Tribunal Celestial: O julgamento é feito em favor dos santos do Altíssimo. É por este motivo que Apocalipse 14:6 e 7 relaciona a chegada da hora do juízo com o Evangelho Eterno, ou seja, as Boas Novas (Notícias) Eternas:

 

“E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” Apocalipse 14:6 e 7

 

Para entendermos um pouco melhor a relação entre as maravilhosas boas notícias e o início do julgamento no tribunal celestial, permita-me ilustrar:

 

Imagine que você tenha cometido um grave delito pelo qual tenha sido processado e condenado a pagar uma pesada multa. O valor é realmente muito alto e você entende que nem que vivesse 1000 anos só trabalhando para pagar esta multa, jamais conseguiria quitá-la. Você chega a conclusão que está perdido, pois ou paga a dívida ou morre. Porém, surge alguém com a notícia que apareceu uma pessoa extremamente rica, que tem por você uma enorme consideração e estima, e se ofereceu para quitar toda a dívida no seu lugar.

 

Você quase não pode se conter de tanta felicidade. Que maravilhosa boa notícia é esta que acabaram de te dar! A dívida é paga e você não deve mais nada. Sua única dívida é agora o amor e gratidão que sente por aquele que sem você pedir e sem você merecer quitou até o último centavo tudo o que você devia. Ainda mais porque você ficou sabendo que para esta pessoa poder conseguir pagar esta sua dívida ela precisou dispor de tudo o que possuía de mais caro e precioso, tornando-se pobre só para te ajudar. “Que pessoa extraordinária é esta!” – você declara por todos os cantos – “Vou amá-la e servi-la enquanto viver!”

 

Porém nem tudo é um mar de rosas. O seu inimigo que moveu o processo contra você, não se dá por vencido, e mesmo tendo sua dívida sido 100% quitada, ele continua a te perseguir e ameaçar. Como se não bastasse, ele ainda espalhou por todos os lados que você não presta, que sua dívida não foi paga coisa nenhuma e que por isso precisa morrer. Você tenta explicar para seus amigos que sua dívida já foi paga e que você não deve mais nada, mas são suas palavras contra a dele. Você se sente humilhado e arrasado! Você então resolve contratar um advogado para que o defenda das calúnias e difamações. Bem neste exato momento em que pensa procurar um advogado, eis que bate a porta aquele seu amigo que lhe quitou a dívida. Para sua surpresa, Ele lhe informa que já está sabendo de tudo, e se oferece para ser o seu advogado. Você nem pode acreditar no que os seus ouvidos acabaram de ouvir, pois já havia sido informado que ele era o melhor advogado do planeta, especializado neste tipo de processo, e mais, que nunca havia perdido uma causa sequer.

 

O dia do julgamento é marcado e você começa a sentir uma certa ansiedade. Você sabe que a dívida realmente já foi paga (causa ganha), sabe também que o advogado é o melhor que existe, mas e o juiz? Será que ele será justo no julgamento? E se o seu inimigo suborná-lo para que você perca? Não se contendo de ansiedade, você procura seu grande amigo e advogado para conversar sobre o assunto. Você expõe seus temores e seu amigo ouve tudo com grande atenção e consideração. Quando termina de falar, seu amigo calmamente lhe diz: “Não se preocupe quanto ao juiz, pois ele é o meu pai. Ele confia tanto em mim que praticamente não será ele que o estará julgando, mas será como se ele conferisse a mim todo o juízo. Em outras palavras: meu pai é o juiz, porém o seu veredicto final será aquilo que eu lhe recomendar. Naquele dia você terá na sala do tribunal a mim como seu penhor, pois fui eu que paguei sua dívida; como seu advogado de defesa; e também como aquele que o estará julgando e dando o veredicto final. Você está ainda preocupado com o dia do julgamento?”

 

Agora eu pergunto para você: No lugar do nosso personagem acima, como você encararia a aproximação do dia do julgamento? Não seria este dia aguardado por você com tremenda alegria como o dia em que finalmente sua causa seria vindicada e cessada as acusações de seu inimigo? A notícia de que começou este julgamento não seria uma maravilhosa boa notícia a soar como música em seus ouvidos?

 

É desta maneira que Deus quer que os seus filhos se sintam quanto à chegada do dia do juízo: UMA MARAVILHOSA BOA NOTÍCIA! E é exatamente isto que precisamos anunciar para este mundo: “CHEGOU O DIA DE DEUS JULGAR FAVORAVELMENTE O NOSSO CASO!”

 

Eis aqui alguns textos da Bíblia que mostram Jesus como o nosso penhor, advogado e juiz:

 

Penhor

Advogado

Juiz

Romanos 5:6-10

I Timóteo 2:5

João 5:22

I Coríntios 15:3

Hebreus 7:25 (Intercessor)

Atos 17:30-31

II Coríntios 5:14

Romanos 8:34 (Intercessor)

Romanos 2:16

I Tessalonicenses 5:9-10

I João 2:1 (Mediador)

II Coríntios 5:10

I João 4:10

 

II Timóteo 4:8

 

5) Daniel 7:26-27: Estes textos sintetizam de forma resumida os dois principais objetivos do julgamento no Tribunal Celestial: Punir culpado (verso 26) e Reivindicar o inocente (verso 27). A lição explica que este é o conceito hebraico de justiça (ver Deut. 25:1 e I Reis 8:32): “No juízo final, não apenas o povo de Deus é vindicado, mas o perseguidor é punido” (Edição do professor pág.95).

 

No dia da Expiação cerimonial ou Purificação do Santuário, que é um antítipo (sombra) deste julgamento que se inicia nas cortes celestes (isto será melhor estudado em Daniel 8), evidencia bem este conceito de justiça na figura dos dois bodes. O primeiro (o do Senhor) é morto como sacrifício para a purificação do santuário fazendo com que todos aqueles que foram perdoados, mas cujos pecados foram transferidos para o santuário, tivessem a certeza da sua completa absolvição. O outro bode (Azazel) recebe sobre si a culpa por todos os pecados do povo, sendo condenado a ser conduzido ao deserto e abandonado a sua própria sorte.

 

Resumindo, este processo de julgamento é importantíssimo porque:

 

1-   Vindicará o caráter de justiça e amor de Deus o Pai perante todo o universo

2-   Vindicará o nome do unigênito Filho de Deus como digno de receber do Pai todo o poder e autoridade

3-    Vindicará todos aqueles que confiaram na salvação oferecida pelo Pai mediante Seu Filho unigênito como herdeiros juntamente com Cristo

4-    Estabelecerá de forma inequívoca quem é o verdadeiro culpado pelo pecado, fazendo com que este receba a punição definitiva e final

5-    Permitirá que fique evidenciado que a destruição de todos aqueles que recusaram tão grande salvação é não somente um ato de justiça, mas também de amor

 

 

Abriram-se os livros: Esta expressão de Daniel 7:10 nos faz lembrar de Apocalipse 20:12 que também menciona livros sendo abertos, nos quais encontram-se registradas informações que servirão de base no julgamento dos mortos:

 

“E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.”

 

O texto acima faz menção de “outro livro” denominado como Livro da Vida, também mencionado no verso 15 do mesmo capítulo de Apocalipse:

 

“E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.”

 

De acordo com Apocalipse 21:27, no Livro da Vida estão registrados todos os nomes daqueles que possuirão o reino eterno (chamado de Livro da Vida do Cordeiro):

 

“E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.”

 

Paulo em Filipenses 4:3 chega até a mencionar o nome de alguém que ele acreditava estar registrado no Livro da Vida:

 

“E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com os outros cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida.”

 

E o próprio Senhor Jesus se dirigiu aos discípulos dizendo que deveriam se alegrar por terem os seus nomes registrados no céu:

 

“Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus.”

 

Já que estamos falando de livros, em Malaquias 3:16 existe a menção de um Livro onde foi escrito diante do Senhor um memorial:

 

“Então aqueles que temeram ao SENHOR falaram freqüentemente um ao outro; e o SENHOR atentou e ouviu; e um memorial foi escrito diante dele, para os que temeram o SENHOR, e para os que se lembraram do seu nome.

 

Voltando ao livro de Daniel, verificamos que o profeta no capítulo 12 verso 1 também mencionou um livro onde estaria registrado o nome de todos aqueles que seriam livrados pela intervenção do grande príncipe Miguel:

 

“E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro.”

 

Parece estar bem claro que no céu existem livros onde estão registradas precisas informações, e que estarão sendo abertos por ocasião do julgamento no tribunal celestial. Tal fato nos mostra como Deus está sendo cauteloso e tremendamente transparente na maneira com que está lidando com o problema do pecado. Deus não precisa de livros para lembra-lo de nomes ou de fatos que ocorreram, pois Ele conhece a tudo e a todos da maneira mais perfeita possível. Se Ele mantém nos arquivos celestiais tudo devidamente registrado, certamente é para o benefício de todas as suas criaturas inteligentes envolvidas neste conflito cósmico entre o bem e o mal.

 

De acordo com Paulo em I Coríntios 4:9, este planeta invadido pelo anjo rebelde e seus comparsas é um palco onde se processa o mais dramático Reality Show assistido por todos no universo:

 

“Porque tenho para mim, que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos, e aos homens.” I Coríntios 4:9

 

Deus faz questão que todas as evidências sejam minuciosamente registradas para que sirvam de base neste julgamento, de forma que ao serem decididos todos os casos fique evidente e comprovado que Ele foi absolutamente justo e infinitamente amoroso.

 

Quando terá início este julgamento?

 

A visão de Daniel no capítulo 7 não fornece nenhuma data específica para o início deste julgamento, porém fornece o tempo de predominância do Chifre Pequeno sobre os santos do Altíssimo de forma que ele fazia guerra contra eles e os vencia (7:21). Já vimos no comentário anterior que este período é de 1.260 anos compreendidos entre 538 e 1798 de nossa era.

 

Notem que o texto de Daniel não diz que o Chifre Pequeno deixaria de existir por ocasião do fim dos 1.260 anos. Apenas informa que seu poder destruidor sobre a vida dos santos cessaria no fim dos 1.260 anos. Quando em 1798 o general Berthier, a serviço de Napoleão, aprisionou o Papa e o enviou para o exílio, um ferimento mortal foi feito no Chifre Pequeno, porém de acordo com Apocalipse 13:3 esta ferida mortal seria no seu devido tempo curada, de forma que toda a terra se maravilharia seguindo este poder.

 

Pois bem, em Daniel 7:26 temos que “o tribunal se assentará em juízo, e lhe tirará o seu domínio, para destruir e para desfazer até o fim”. Ou seja, o Chifre Pequeno perderia o seu domínio e seria finalmente destruído como conseqüência do veredicto pronunciado neste tribunal. Portanto, com base em Daniel 7, apenas podemos arriscar dizer que este julgamento começa depois de uma fase específica do poder do Chifre Pequeno. Nada mais além disto!

 

O objetivo da visão do capítulo 7 de Daniel em relação ao julgamento, não é de dizer quando ele se iniciará, e sim simplesmente dar a certeza de que ele ocorrerá. Portanto, não se preocupe agora com a questão de tempo, pois ela será devidamente respondida no capítulo seguinte (Daniel 8).

 

 

Irmão X


 

Acompanhe aqui um interessante diálogo virtual sobre o Juízo de Daniel 7 que mantivemos com um advogado e teólogo membro da IASD, mas que preferiu identificar-se com o pseudônimo de irmão7:

 

 

Caro Irmão X

Recebi o seu e-mail com os comentários da Lição 8. Muito oportuno!

Tenho algumas perguntas e apreciaria a sua opinião:

1) na interpretação atual da IASD, existe diferença entre Juízo Investigativo e Juízo Pré-advento?

2) não lhe parece que o Juízo Pré-advento é “parte do Juízo Investigativo Geral”? Digo pelo seguinte:

No Juízo Pré-advento os beneficiários serão os santos, sendo uma parte do Investigativo. Durante o Milênio o Tribunal investiga os ímpios e vindica o caráter de Deus, certo?

Parece-me que a lição tenta fazer uma diferença quanto aos dois tópicos e na lição do professor faz uma pergunta no estudo indutivo da Bíblia, página 92, tópico 2: insinua que a compreensão adventista, a respeito do juízo, evoluiu de um processo predominantemente investigativo para um processo pré-advento? O que isto lhe parece?

Irmão7

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Estimado Irmão7:

Creio que fica mais fácil entendermos o Dia do Juízo pelo seu tipo, o Dia da Expiação, que incluía tanto a Purificação do Santuário, como o ato final de envio para o deserto do Bode Azazel.

Este dia cerimonial nos ajuda a entender o Dia do Juízo como um grande dia (período) que começa com a Purificação do Santuário, ou seja, a eliminação definitiva dos pecados cometidos pelo povo de Deus, para os quais já havia sido feita a propiciação mediante a fé na morte substitutiva do cordeiro de Deus; e só irá terminar quando o antítipo do bode Azazel (Satanás) receber sobre si a plena e total culpa de todos os pecados, bem como o castigo final e definitivo.

Concordo com o seu entendimento de “um juízo investigativo geral”, e acredito que a terminologia “Juízo Pré-Advento” é apenas uma forma didática de tentar dividir o grande dia da Expiação (ou Juízo). Agora, se entendermos por juízo investigativo apenas a primeira parte deste grande dia onde os beneficiários são os santos, até poderíamos usar o termo “pré-advento” como sinônimo ou, como sugere a lição, uma evolução da terminologia. Porém precisamos lembrar que o Dia do Juízo não termina com a volta de Jesus, pois ainda falta o julgamento dos ímpios durante o milênio, e a parte executiva e final deste juízo compreendida na extirpação definitiva do pecado e dos pecadores.

Irmão X

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Irmão X,

Grato pela pronta resposta, mas vejamos alguns pontos:

1) no Juízo Pré-Advento todos já estarão JULGADOS, pois os santos irão para o Céu e os ímpios perecerão, certo?

2) durante o Milênio ocorrerá a vindicação do caráter de Deus, posto que os justos verão (através de investigação) que eles (justos) foram salvos pelos méritos de Cristo e que os ímpios são dignos de morte eterna.

Eis aí a questão: pensando de forma jurídica entendo que o Tribunal (no Milênio) já saberá a decisão, ou seja: os ímpios ressuscitarão para nova morte (eterna).

Neste caso não há que se falar de Juízo Investigativo, mas de execução final. O que ocorrerá durante o Milênio será o levantamento da vida de todos e a admissão de que Deus é justo. Neste caso estamos falando de VINDICAÇÃO do caráter de Deus.

Neste ponto eu me pergunto: o Juízo Pré-Advento busca apenas separar os justos dos injustos? Caso seja assim, já sabemos que o julgamento já foi feito. Os santos salvos e os ímpios condenados, certo? Se assim não fosse, como poderíamos saber quem é santo e quem não é?

Por este motivo penso num JUÍZO INVESTIGATIVO AMPLO. No Pré-Advento a SALVAÇÃO para uns e MORTE para outros. Durante o Milênio não haverá mais JUÍZO! Teremos tão somente INVESTIGAÇÃO.

Eis que teremos a demonstração da JUSTIÇA de Deus e Maldade de Lúcifer, perante o Universo.

Concluo: no MILÊNIO não haverá JUÍZO, apenas a comprovação da Justiça que será feita contra os ímpios e as hostes espirituais do mal (pois estes já foram condenados, no exato momento em que os santos foram absolvidos).

O que acha desta linha de pensamento?

Irmão7

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Irmão7,

Sua linha de pensamento me fez recordar dos saudosos tempos em que estávamos sentados nos bancos do SALT, pois me lembro destes mesmos questionamentos sendo levantados nas aulas de Daniel: Somente os justos serão investigados e julgados na fase pré-advento? E os ímpios? Como Deus poderá ter separado previamente os justos dos ímpios na fase pré-advento sem que com isso já os tenha investigado e julgado?

Questões interessantes! Vou ilustrar para tentar mostrar-lhe como entendo estas questões. Não faz muito tempo o governo brasileiro concordou em acertar uma determinada reivindicação por parte dos aposentados, porém só atenderia aqueles que entrassem na justiça para requerer seus direitos. Não quero entrar aqui nos méritos desta decisão, mas apenas usar o princípio básico como exemplo, ou seja, só seriam investigados e julgados os casos daqueles que reclamassem os seus direitos. Todos os demais casos que não requeressem seus direitos não seriam investigados. Simplesmente seriam desconsiderados.

Acho que você já captou onde quero chegar. Todos aqueles que se apropriaram dos méritos de Cristo mediante a fé em Seu sacrifício substitutivo terão na fase pré-advento seus casos sendo devidamente investigados e julgados. E quanto aos ímpios? Bem, no meu entender eles nem serão considerados nesta fase. Mas será que com este procedimento Deus não poderá ter cometido um erro ou uma injustiça? É para isto que existirá a outra fase do juízo investigativo (pós-advento) onde os ímpios terão seus casos devidamente investigados e julgados. Este julgamento não terá nenhum efeito no que diz respeito a determinar a salvação ou perdição, mas apenas revelará que não existiu nenhum caso de injustiça por parte de Deus em toda sua conduta no grande conflito (em outras palavras: o caráter de Deus será vindicado).

Assim como no caso dos aposentados, não entrar na justiça significa não ter a menor possibilidade de ganhar o direito reclamado, de forma que todos não investigados já perderam a causa, assim também não ter o seu nome sendo investigado no juízo pré-advento já significa automaticamente em causa perdida. Acho que este ponto de vista concorda com o verso onde Jesus diz:

“Quem nEle crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” João 3:18

O que você acha desta minha argumentação?

Irmão X

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Irmão X,

Seu argumento é válido (eu diria que ao extremo) e serve de forma cabal para nós, que somos adventistas.

Mas num julgamento HUMANO, que é muito injusto, não há possibilidade de qualquer réu ficar sem defesa, ainda que não queira. O Estado nomeia advogado dativo que buscará a tutela jurisdicional, ainda que não seja do interesse do réu, correto?

Certamente que os santos requereram a salvação, pelos méritos de Cristo. Os ímpios não o fizeram, mas são integrantes da raça caída e precisariam ser investigados (devido processo legal), mesmo que assim não quisessem.

Na realidade os ímpios já terão sido condenados no pré-advento e serão executados definitivamente no pós-advento.

No milênio só serão verificados os seus pecados e com isto será demonstrada a justiça divina.

Eis porque entendo que ali teremos a VINDICAÇÃO do caráter de Deus, perante o Universo.

Mas a sua linha de raciocínio é brilhante, sem dúvida!

Irmão7

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Irmão7,

Creio que toda a dificuldade está em queremos comparar os procedimentos humanos com os divinos. O homem é limitado em conhecimento e falível, porém Deus é onisciente e infalível. O homem sempre necessitará de proceder uma investigação antes de dar qualquer veredicto (e mesmo assim, depois de muito investigar ainda pode errar). Deus não precisa! Sua onisciência lhe dá o direito de dar o mais justo e correto veredicto que se possa imaginar sem qualquer tipo de investigação. Ele pode dizer: “Culpado!”, e depois permitir que seja feita uma investigação só para que fique comprovado por outros seres inteligentes e moralmente responsáveis que Ele procedeu com absoluta justiça e infinita misericórdia.

A investigação que se processa no tribunal divino não é para Deus saber quem está salvo ou perdido (Ele já sabe, mesmo antes de termos nascido), mas sim para Suas criaturas inteligentes, após uma profunda e completa investigação, poderem chegar a mesma conclusão que Deus já havia chegado sem qualquer tipo de investigação formal.

IrmãoX

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Irmão X,

Eu concordo com a sua forma de interpretar o assunto. O que não concordo é com a forma como nós (adventistas) usamos determinados termos e expressões.

Sendo Deus onisciente certamente já terá julgado a todos, no pré-advento.

Mas da forma como nós (adventistas) estamos ensinando, fica a impressão que durante o Milênio haverá um julgamento (novamente). Creio que haverá apenas uma investigação.

Qual é o pressuposto de um julgamento? que haja condenação ou absolvição, não é?

Durante o Milênio não haverá uma tentativa de absolvição dos ímpios, mas haverá uma investigação (da vida deles) para que o Universo perceba o quanto o Altíssimo foi justo e amoroso com os perdidos.

Então nós deveríamos, no meu entender, evitar falar em JULGAMENTO pós-advento, pois o julgamento TOTAL ocorreu no pré-advento.

Tem lógica este raciocínio?

Veja que não estou questionando os métodos divinos, apenas a nossa maneira de “criar” termos e expressões...

Irmão7

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Irmão7,

Você está certo em sua colocação. Certas expressões e termos denominacionais deveriam ser revistos de forma a impedirem interpretações equivocadas ou distorcidas da verdade bíblica. Os evangélicos (especialmente os batistas) acreditam encontrar uma série de contradições na maneira como explicamos a doutrina do santuário. Somos especialmente criticados e combatidos quanto ao juízo investigativo. Talvez se definíssemos melhor as palavras, algumas críticas que nos fazem poderiam ser evitadas.

Mas sinceramente, para uma igreja cujos líderes recentemente acabaram de incluir* em seu corpo doutrinário a palavra Trindade, não vejo com esperança reformas significativas para melhor. Pelo contrário...

[* Inclusão esta, feita de forma impositiva, anti-democrática, manipulativa e espúria.]

Para confirmar isto basta você ler o seu voto batismal. Veja se ali dizia alguma coisa sobre a Trindade, tal como encontramos nos atuais votos. Quem mudou? Com que autoridade? Foi realizado na Conferência Geral um amplo e aberto debate com todos aqueles que ali nos representavam para então mudarem ou criarem uma doutrina?

Veja por exemplo este e-mail que recebi:

Estimado irmão,

Deus seja louvado e engrandecido o Seu nome.

Muito obrigado pelo comentário enviado.

O que nos diz sobre a parcimônia e, até, omissão dos autores da lição ao descreverem a Ponta Pequena não tocarem no Papa?

Que nos diz sobre a lição do dia 02/11/04 quando somos aconselhados a fazer cultos aos domingos durante o período da Lei Dominical? Não tem que ver com o menosprezo do Sábado, conforme profetizado péla Serva do Senhor? Isso não nos igualaria com os católicos adorando também no domingo? Isso não se configuraria em transgredir o 4º Mandamento que além de mandar santificar o Sábado, também manda trabalhar seis dias por semana?

Quanto ao comentário da Lição de 22/11/04 (Edição do Professor) ao se dizer que o Anticristo não tem conexão direta com o 666 isso não faz parte do acordo com Roma de não mais chamá-la de Babilônia? Sempre defendeu-se que o papado era o anticristo mor?

Maranata!

Paulo

Complicado né?!?

Irmão X

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Irmão X,

Li o desabafo do editor do Arquivo X e entendo perfeitamente o pensamento dele. E sinto que estou mudando (ponderadamente) minha maneira de encarar as doutrinas...

O que ocorre?

Será que já somos uma igreja monumento?

Lembro-me de uma aula, do professor Edilson Valiante, na qual ele asseverou que algumas igrejas, após mais de 200 anos de existência, tendem a virar MONUMENTOS, posto que perderam o primeiro amor...

Tenho dificuldade para entender os períodos das igrejas e especialmente para compreender o porque do “tamanho enorme do tempo”  da igreja de Laodicéia. Alguns até aceitam que não chegamos a este período, ainda, pois ele deveria ser curtíssimo.

Em sendo verdadeiro este pensamento: de fato somos uma igreja monumento.

Caso assim NÃO seja, pergunto: qual a explicação para a aparente apostasia da IASD?

Irmão 7

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O “irmão AM” entra na conversa com uma interessante contribuição, e esquenta o diálogo sobre o Juízo em Daniel 7:

 

Prezado Irmão X,

Estive lendo o seu interessante diálogo com o “Irmão 7” e a boa abordagem que foi feita do assunto (Juízo Investigativo...).

Gostaria apenas de dar um pequena contribuição, que ao meu ver deve ser agregada à discussão.
Este comentário que farei, faz parte da maneira como a IASD entende e explica a doutrina do santuário, e como, em algum momento foi questionada a questão dos termos utilizados, penso que o comentário abaixo possa contribuir de alguma forma e ampliar um pouco mais o diálogo.

 

Comentário:

No diálogo de vocês dois, não foi em nenhum momento abordado o fato que, durante o milênio não será apenas um juízo de vindicação do caráter de Deus, o quê, caso fosse, justificaria toda a argumentação utilizada no diálogo entre você e o “Irmão 7”.

Porém, faltou um dado extremamente importante a ser agregado na análise.
Apesar de, durante o milênio o caráter de Deus ser vindicado também, (digo também, pois já estará vindicado diante de todos os outros mundos / anjos / humanos que já estão no céu, os quais estão acompanhando todo o processo do julgamento, restando apenas os que ainda irão para lá (“nós”), o grande ponto relativo ao milênio é o seguinte:

Após o milênio, ocorrerá a execução do juízo. (Mais plenamente falando, visto que parcialmente já ocorreu = Transformação e Trasladação para os salvos e Morte para o ímpios).

Extirpação do pecado e descida da Nova Jerusalém com a "recriação da terra" e início da eternidade sem a existência do pecado.

Porém, após o milênio o “pecado” ainda existe e precisa ser destruído.
Quando dizemos “o pecado precisa ser destruído”, estamos dizendo satanás, seus anjos, e os homens ímpios que se aliaram a ele.

Nos tribunais humanos, o julgamento contém ao menos duas partes fundamentais (o “Irmão 7” por ser advogado poderá abordar este ponto com muito mais propriedade).

1ª - Definir se a pessoa é culpada ou inocente;

2ª - Uma vez sendo feita esta definição (culpada ou inocente), é necessário dar a “pena” que ela deve receber;  (por exemplo: Prisão perpétua; 30 anos de prisão; morte por injeção letal; 2 anos de prisão; prisão em regime aberto...  liberdade; indenização; ...)

A primeira etapa, está diretamente atrelada à crença que se tem ou não no Filho de Deus que é o ÚNICO caminho para a salvação.

“ quem crê não é condenado”;   “quem não crê já está condenado”  (João 3:18).

Portanto, no juízo que está ocorrendo agora no céu, estão sendo feitas duas coisas, basicamente:

a) Separação de quem creu verdadeiramente em Cristo e quem apenas disse que creu.
Por isto que o julgamento “começa pela casa de Israel”, pois “quem não creu já está condenado”.
Porém, crer não é apenas dizer que crê, e sim um todo que é verificado na vida, e na apropriação que se fez, durante a vida, dos méritos de Cristo.

Portanto, os verificados no primeiro momento (desde 1844 até o fechamento da porta da graça) são apenas os que declararam crer em Cristo como seu Salvador e é verificada a natureza desta declaração de crença, pra separar os que creram de fato dos que disseram que creram, mas na verdade não creram, ou seja, foi uma declaração de “mentirinha”, que é facilmente percebido pelos atos da vida de pessoa registrados minusciosamente no céu, e principalmente pelos pecados que a pessoa cometeu em comparação com os perdões que a pessoa pediu e recebeu.

Pois, como sabemos, para cada pecado para o qual tenha havido arrependimento e confissão e pedido de perdão, resultado da repulsa da pessoa por estes pecados, estará escrito na frente dos mesmos a palavra “Perdoado”.

As pessoas que estão sendo verificadas agora, são todas as que tem o seu nome escrito no Livro da Vida.

Algumas destas pessoas, durante o julgamento em curso, terão o seu nome mantidos neste Livro e outras terão seus nomes riscados deste Livro.

Esta análise é o que está sendo feito justamente agora no santuário celestial.
(Vale a ressalva, já feita por vocês no diálogo em questão, que tudo isto não é porquê Deus precise de alguma verificação e/ou não saiba de tudo, mas porquê quem precisa desta análise / transparência são todas as criaturas de Deus, para que não paire nenhuma dúvida sobre os porquês das coisas...)

Uma vez estabelecido quem CREU e portanto, não está condenado, e quem não creu, mesmo que tenha dito que cria (mas de mentirinha), e portanto está condenado, estará feita a separação dos Inocentes dos Culpados.

A etapa “a” estará realizada.

b) “Purificação do Santuário” - Apagamento dos pecados dos santos (inocentes)
Para aqueles que de fato creram (verdadeiramente) e apropriaram-se dos méritos de Cristo e ao longo de suas vidas viveram em função desta crença, demonstrando que a sua crença era verdadeira -  e que tiverem em frente a cada um dos pecados que tiverem cometido ao longo de suas vidas a palavra “Perdoado” - para estes, haverá o apagamento definitivo e eterno do registro dos pecados que porventura tenham praticado, e nunca mais se terá lembrança deles.

Isto se faz necessário, pois é uma condição necessária para a vida durante a eternidade.
Os santos viverão durante a eternidade como se nunca houvessem pecado e não haverá nenhum pecado do qual possam ser acusados, nem por alguma pessoa, nem por anjos, nem por ninguém, pois terão sido eternamente apagados.

Portanto, estas duas etapas estão sendo feitas agora, separação dos que relamente creram dos que disseram que creram mas na verdade não creram e também o apagamento definitivo e eterno dos pecados daqueles que verdadeiramente creram.

Estas duas etapas (“a”  e  “b”)  acima, estão relacionadas com o item “1” um pouco mais acima, ou seja, “Definir se a pessoa é culpada ou inocente”.

Porém, restam as atividades relativas ao item “2 - Definição da pena que a pessoa deve receber”.
Estas atividades ocorrem durante o milênio e a execução, logo após o mesmo.

Na verdade o que ocorre durante o milênio, é a definição da pena que cada pessoa deve receber (duração do castigo durante o derramamento do fogo eterno) que será feita por Cristo, na presença de todos as criaturas e terá nossa participação de forma efetiva e ativa.

Ou seja, nós juntamente com Cristo, definiremos a pena que cada ímpio, e satanás e seus anjos, devem receber e escreveremos esta pena à frente dos nomes de cada um deles, para ser aplicada no devido momento.

O interessante de se pensar é o porquê de Cristo nos envolver neste processo.
Em nossa mente não poderá restar dúvidas quanto ao amor de Deus no tratamento para com suas criaturas que terão sido destruídas.

Se nós não participássemos ativamente na definição da pena dos ímpios e de satanás e de seus anjos, poderia ser que em algum momento algum dos salvos dissésse:  “Acho que Cristo foi muito duro com o fulano de tal”.

Porém, isto jamais ocorrerá, pois quem definirá o castigo que cada um deverá sofrer seremos nós mesmos. Se as pessoas serão ressuscitadas para serem destruídas novamente, isto ocorrerá por que nós decidiremos assim. O juízo estará em nossas mãos. Em tese, se quisermos definir que ninguém deva ressuscitar para ser destruído, poderemos fazê-lo (Como de fato ocorrerá em alguns poucos casos).

Portanto, o que ocorrerá com satanás, seus anjos e com os ímpios, será decidido por nós, juntamente com Cristo. As bases que teremos para esta definição, serão os registros da vida de cada um deles, tim-tim por tim-tim.

Poderia escrever muito mais, mas já ficou excessivamente longo - me desculpe.
Toda esta argumentação está baseada no entendimento ASD da questão e tiveram como base, principalmente os livros Grande Conflito e Primeiros Escritos.

Um grande abraço e fiquem sob as bençãos de Deus.

AM
Adventista do Sétimo Dia

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Olá irmão AM,

Apreciei sua explanação, e embora entenda que ela basicamente expressa a maneira adventista de explicar este assunto, acho que faltou a base bíblica para sustentar toda esta argumentação. Veja bem, não estou dizendo que ela não exista, mas apenas que seria muito bom se o seu texto estivesse acompanhado dos respectivos textos bíblicos que fundamentam cada argumento e conclusão.

Acredito que se você se baseasse exclusivamente naquilo que a bíblia ensina sobre o assunto, talvez não tivesse condições de fazer afirmações do tipo: "iremos determinar a pena de cada pecador, quer seja homens ou anjos, e se dissermos que não devem ressuscitar, Deus não os ressuscitará". A Bíblia apenas ensina que iremos julgar os anjos (I Coríntios 6:3). Agora, como participaremos e quais serão nossas responsabilidades neste julgamento, creio que é ir além do que está escrito.

Quanto a Ellen White, seus escritos podem servir para nós que somos adventistas, mas jamais poderemos usá-los num debate com outros evangélicos. "Sola Escriptura" deve ser o nosso principal lema!

Obrigado por sua contribuição e que Deus o abençoe,

Irmão X

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[Comentários do irmão7 a respeito da contribuição do irmão AM]

Caro Irmão X,

Na realidade a participação do irmão AM enriquece o debate e cumpre um belo propósito: o crescimento de todos nós, no aprofundamento do estudo da Palavra. Achei as ponderações dele de um nível elevadíssimo, o que muito nos alegra, pois sabemos que pessoas sinceras e influentes (teologicamente) trazem uma amplitude maior à discussão (no bom sentido).

E aí está a beleza de um debate sadio: quem participa o faz para acrescentar pontos novos, clarear parágrafos obscuros e muitas vezes chamar a nossa atenção para uma dimensão mais ampla e segura do assunto em tela.

O que poderemos inferir:

1) no juízo Pré-Advento, haverá uma forma de “julgamento antecipado da lide”, por força da onisciência divina. Neste caso saberemos quem estará redimido e quem não estará.
2) durante o Milênio teremos a definição do “quantum” da pena. Momento em que não mais se falará em condenação ou absolvição, mas no montante individualizado de cumprimento do castigo.

3) Fica claro, de resto, que no Pós-Advento não falaremos mais em julgamento, mas nos critérios (justos) de aplicação da pena. Não há que se falar em JUÍZO INVESTIGATIVO PÓS-ADVENTO. Falaremos em INVESTIGAÇÃO PÓS-ADVENTO, que será definitiva para mensurar o rigor alongado da realização punitiva.

Lembra-se de algumas aulas que tivemos no SALT e que geraram algumas “brincadeiras” dos teologandos: “PECADO, COMBUSTÍVEL PARA O INFERNO”.

Brincadeiras à parte, pondero: estamos diante de fatos concretos. No Milênio, durante a INVESTIGAÇÃO e cálculo do “quantum” punitivo, ocorrerá justamente o que foi didaticamente proposto pelo irmão AM.

Creio que através do seu sítio poderemos ver díalogos deste nível, sem nenhum propósito torpe, divisionário, malicioso...

Apenas o buscar, em oração, da verdade. E esta incessante busca do saber JAMAIS provocará divisão entre os sinceros.

Um forte abraço ao Irmão AM e ao Irmão X.

Irmão7

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[Reação do irmão AM à resposta do irmão X ]

Me perdoe, mas você deu um “nó” em minha cabeça!!

Não acredito que você, que me parecia uma pessoa de tão aguda percepção mental, tenha me respondido da maneira que respondeu.

O diálogo publicado não refere-se à lição 8 da escola sabatina, e à maneira como a IASD interpreta a questão do juízo???

O que está sendo discutido ali, não é a maneira como a IASD aplica determinados termos??? 

Além de João 3:18 (o qual também citei), quais outros textos estão citados no tal diálogo???

Em que momento a questão está colocada sob o contexto de debate com outros evangélicos???

Você conhece algum evangélico que concorde com os argumentos que estão colocados no tal diálogo??? ...

O que me parece, na verdade, é que faltou (e falta) a você e à outra suposta pessoa do diálogo, um posicionamento mais claro quanto a ser ou não Adventista do Sétimo Dia.

Se são (ASD), tudo o que escrevi deveria ser conhecido por vocês, antes de saírem inventado pretextos para atacarem a IASD.

Se não são (ASD), todo o teor daquele suposto diálogo, não passa de baboseiras, pois é assim que o mundo evangélico entende a doutrina Adventista do santuário, e vocês deveríam deixar de ser parasitas doutrinários, tomando uma firme e clara posição contra as “baboseiras” Adventistas.

Não precisa perder seu tempo repondendo às perguntas acima, pois já tenho a resposta para todas elas.

Fica com Deus.

AM

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[Colocações do Irmão7 após conhecer a resposta do Irmão X ao irmão AM]

O importante é enriquecer o debate. Um excelente caminho para não sofrer represália ou atritar com algum membro é afirmar, conforme você fez: que os argumentos baseados em EGW não servem para os demais cristãos.

É uma maneira justa de se debater, trazendo para a discussão apenas a BÍBLIA.

Quanto a resposta do irmão AM, responder será perder tempo.

Melhor parar por aqui, pois discussão neste nível não nos serve...

Com certeza ele NÃO é leigo, pois se fosse não respoderia desta forma.

Abraços.

Irmão7

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[Resposta do irmão X ao irmão AM]

Estimado irmão AM,

Somente após ler sua resposta (na minha opinião um tanto quanto destemperada), pude compreender o quanto minha resposta foi inadequada.

Peço-lhe que me perdoe por não ter conseguido colocar melhor minhas palavras, permitindo que você entendesse de maneira distorcida o que eu tentei lhe dizer. Não foi minha intenção fazer de minha resposta uma afronta a sua pessoa ou ao seu conhecimento bíblico.

Quando mencionei um melhor embasamento bíblico não estava querendo referi-me exclusivamente a você, e sim de forma geral a alguns detalhes e particularidades da interpretação adventista, que ao meu ver vão um pouco além daquilo que é revelado na Bíblia. Inclusive isto também serve para mim, em várias partes daquele diálogo que mantive com o “irmão 7”.

Acredito que muitas vezes nos aventuramos a definir certos detalhes, que são até muito lógicos e coerentes, mas que não deveriam nunca passar de ser apenas teses argumentativas, pois carecem de um claro e explícito "Assim diz o Senhor". Em outras palavras, pode até ser verdade que na investigação pós-advento caiba a nós definir as penas dos pecadores, mas também pode existir a possibilidade de não ser exatamente esta a nossa responsabilidade ali. É neste sentido que insisto em colocar o lema "Sola Scriptura". Podemos até continuar conjeturando e por inferência avançando nos detalhes deste juízo, desde que sempre tenhamos a humildade de só tomar como certo e irrefutável apenas aquilo que está clara e explicitamente apresentado na Bíblia.

Meu irmão, sou um Adventista tanto na concepção pioneira da palavra, como das origens deste movimento de onde veio a atual IASD, e portanto, creio no juízo pré-advento tal como ele está revelado na Bíblia. Porém, sempre respeitando as tentativas humanas de se completar um quadro que na Bíblia não foi apresentado em seus mínimos detalhes. Estas tentativas, desde que não contradigam aquilo que já esta claramente revelado nas Escrituras, só tendem a nos enriquecer, quer seja no aspecto cognitivo ou de relacionamento fraternal.

Um grande e sincero abraço,

Irmão X

 


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